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	<title>Feminismo negro - Histórico de revisões</title>
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	<updated>2026-05-31T09:25:16Z</updated>
	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
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		<id>https://feministwiki.org/pt/w/index.php?title=Feminismo_negro&amp;diff=837&amp;oldid=prev</id>
		<title>Deleted: Tradução do artigo em inglês e acréscimo de link para a página em inglês</title>
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		<updated>2020-03-28T23:22:39Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tradução do artigo em inglês e acréscimo de link para a página em inglês&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{PageSeo | description = Feminismo negro refere-se às ideologias centradas nas experiências de mulheres negras.}}&lt;br /&gt;
&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;Feminismo negro&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; refere-se às ideologias centradas nas experiências de mulheres negras. Um tema central no feminismo negro é a &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;interseccionalidade&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;, que se refere às maneiras pelas quais gênero, raça e outras categorias sociais interagem para influenciar a vida e as experiências de opressão de um indivíduo. Feministas negras proeminentes dos séculos XIX ao XXI incluem [[Anna Julia Cooper]], [[Ida B. Wells]], [[Sojourner Truth]], [[Audre Lorde]], [[Patricia Hill Collins]], Gloria Jean Watkins aka [[bell hooks]], [[Kimberlé Crenshaw]], [[Chimamanda Ngozi Adichie]], e Claire Heuchan aka [[Sister Outrider]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== História ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mulheres como Sojourner Truth, Anna Julia Cooper e Ida B. Wells exemplificam o ativismo feminista negro no século XIX.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1851, a abolicionista e defensora dos direitos das mulheres [[Sojourner Truth]] fez um discurso numa convenção dos direitos das mulheres na qual contestou tanto o racismo quanto o sexismo enfrentado pelas mulheres negras. Nenhuma transcrição desse discurso existe, apesar de que Marius Robinson, que estava presente durante o discurso e que trabalhou com Truth, publicou a seguinte versão escrita algumas semanas após o discurso:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;i&amp;gt;&lt;br /&gt;
Quero dizer algumas coisas sobre esse assunto. Sou uma direito das mulheres [sic]. Tenho tanto músculo quanto qualquer homem, e posso trabalhar tanto quanto qualquer homem. Eu arei e colhi e debulhei e piquei e cortei, e algum homem consegue fazer mais que isso? Escutei muito sobre os sexos serem iguais. Posso suportar tanto peso quanto qualquer homem, e consigo comer tanto quanto qualquer um também, se puder. Sou tão forte quanto qualquer homem é agora. Quanto a intelecto, tudo que posso dizer é, se uma mulher tiver uma caneca, e um homem um barril - por que ela não pode ter a sua caneca cheia? Você não precisa ter medo de nos dar nossos direitos por medo de que tomaremos demais - porque não podemos tomar mais do que a nossa caneca comporta. O pobre homem parece estar todo confuso, e não sabe o que fazer. Pois, crianças, se vocês têm os direitos de uma mulher, deem-nos a ela e se sentirão melhores. Vocês terão os seus próprios direitos, e eles não darão muitos problemas. Não sei ler, mas eu sei ouvir. Ouvi a Bíblia e aprendi que Eva levou o homem a pecar. Bem, se a mulher prejudicou o mundo, dê a ela uma chance de consertá-lo novamente. A Senhora falou sobre Jesus, e sobre como ele nunca desprezou nenhuma mulher, e ela estava certa. Quando Lázaro morreu, Maria e Marta vieram a ele com fé e amor e imploraram a ele que ressucitasse o seu irmão. E Jesus chorou e Lázaro retornou. E como Jesus veio ao mundo? Através do Deus que o criou e da mulher que o pariu. Homem, onde está a sua parte? Mas as mulheres estão se levantando abençoadas por Deus e alguns homens estão se levantando com elas. Mas o homem está numa situação difícil, o pobre escravo está atrás dele, a mulher está atrás dele, ele está com certeza entre um falcão e um urubu.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Cerca de uma década depois, a ativista abolicionista e de direitos das mulheres Frances Gage publicou uma versão diferente, apresentando um forte sotaque sulista, recordado de suas lembranças. A seguinte é a sua recordação do discurso, com o sotaque sulista editado para facilitar a leitura:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;i&amp;gt;&lt;br /&gt;
As líderes do movimento tremeram ao avistar uma mulher negra alta e magra, num vestido cinza e de turbante branco, encimado por uma touca tosca, entrar deliberadamente na igreja, caminhar com o ar de uma rainha até o corredor, e assentar-se nos degraus do púlpito. Um zumbido de desaprovação foi ouvido pela casa inteira, e de lá pararam nos ouvidos dos presentes, &amp;quot;Uma questão da abolição!&amp;quot; &amp;quot;Direitos das mulheres e escravos!&amp;quot; &amp;quot;Eu avisei!&amp;quot; &amp;quot;Vá, negrinha!&amp;quot;... De novo e de novo, pessoas receosas tremendo vieram até mim e disseram, com franqueza, &amp;quot;Não a deixe falar, sra. Gage, isso vai nos arruinar. Todos os jornais da terra confundirão a nossa causa com a da abolição e dos escravos, e seremos totalmente condenadas&amp;quot;. A minha única resposta foi, &amp;quot;Veremos quando a hora chegar&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No segundo dia o trabalho ficou quente. Ministros metodistas, batistas, episcopais, presbiterianos e universalistas vieram ouvir e discutir as resoluções aprensentadas. Um reivindicou direitos e privilégios superiores aos homens, sob a justificativa de um &amp;quot;intelecto superior&amp;quot;; outro, por causa da &amp;quot;masculinidade de Cristo; se Deus desejasse a igualdade para a mulher, Ele teria dado algum símbolo de Sua vontade através do nascimento, vida e morte do Salvador&amp;quot;. Outro nos deu uma visão teológica do &amp;quot;pecado de nossa primeira mãe&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Houve muitas poucas mulheres naqueles dias que se atreviam a &amp;quot;falar em reunião&amp;quot;; e os majestosos professores do povo estavam aparentemente ficando com o melhor de nós, enquanto os garotos nos corredores, e os zombeteiros nos bancos, estavam em sua maioria apreciando o que eles suponham ser a derrota daquelas &amp;quot;obstinadas&amp;quot;. Algumas das colegas mais sensíveis estavam a ponto de perder a dignidade, e a atmosfera pressagiava uma tempestade. Quando lentamente de seu assento no canto levantou-se Sojourner Truth, que, até agora, mal havia levantado sua cabeça. &amp;quot;Não a deixem falar!&amp;quot;, arfaram meia dúzia no meu ouvido. Ela se moveu lenta e solenamente até a frente, jogou a velha touca aos pés, e direcionou seus grandes e expressivos olhos a mim. Houve um som sibilante de desaprovação acima e abaixo. Eu me levantei e anunciei, &amp;quot;Sojourner Truth&amp;quot;, e implorei à audiência por silêncio durante alguns momentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O tumulto diminui de uma vez, e todos os olhos estavam fixos nessa forma quase amazônica, que tinha quase 1,80m de altura, cabeça erguida, e olhos penetrando o horizonte acima como alguém num sonho. À sua primeira palavra houve um silêncio profundo. Ela falava com um timbre profundo, o qual, apesar de não ser elevado, alcançava quase todos os ouvidos da casa, e passava através da multidão nas portas e janelas.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Bem, crianças, onde há tanto barulho deve haver algo fora de harmonia. Acho que entre os escravos do sul e as mulheres do norte, todos falando sobre direitos, o homem branco estará em apuros muito em breve. Mas o que é tudo isso sobre o que estamos falando aqui?&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Aquele homem ali disse que mulheres precisam ser ajudadas a entrar em carruagens, e carregadas sobre valas, e precisam do melhor assento em todos os lugares. Ninguém me ajuda a entrar em carruagens, ou sobre poças de lama, ou me dá o melhor assento!&amp;quot; E elevando-se a toda a sua altura, e sua voz num tom como o de um trovão, ela perguntou. &amp;quot;E eu não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para o meu braço! (e ela ergueu o seu braço direito até a altura do ombro, mostrando uma enorme força muscular). Eu arei, e plantei, e recolhi em celeiros, e homem nenhum conseguiu me superar! E eu não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar e comer tanto quanto um homem--quando eu tinha condições--e aguentar o chicote também! E eu não sou uma mulher? Eu pari treze filhos, e vi a maior parte deles vendidos para a escravidão, e quando eu chorei com o meu pesar de mãe, ninguém além de Jesus me ouviu! E eu não sou uma mulher?&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Então eles falam sobre essa coisa na cabeça; como é que eles chamam isso?&amp;quot; (&amp;quot;Intelecto&amp;quot;, sussurou alguém próximo). &amp;quot;É isso, querido. O que isso tem a ver com os direitos das mulheres ou os direitos dos escravos? Se o meu copo não aguenta nada além de uma caneca, e o seu aguenta um barril, você não seria egoísta ao não me deixar ter a minha medida meio cheia?&amp;quot; E ela apontou o seu dedo significativo, e dirigiu um olhar penetrante ao ministro que havia dado esse argumento. Os aplausos foram longos e altos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Aquele homenzinho de preto ali, ele disse que mulheres não podem ter tantos direitos quanto os homens, porque Cristo não foi uma mulher! De onde o seu Cristo veio?&amp;quot; Trovões não poderiam ter silenciado aquela multidão, como fizeram aqueles tons profundos e maravilhosos, enquanto ela estava em pé com seus braços erguidos e olhos de fogo. Elevando ainda mais a sua voz, ela repetiu, &amp;quot;De onde veio o seu Cristo? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com Ele!&amp;quot; Oh, que reprimenda foi aquela para aquele homenzinho.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voltando-se novamente a outro opositor, ela tomou a defesa da Mãe Eva. Não consegui acompanhá-la o tempo inteiro. Foi penetrante, e espirituoso, e solene; provocando com quase todas as frases aplausos ensurdecedores; e ela terminou declarando: &amp;quot;Se a primeira mulher que Deus fez era forte o bastante para virar o mundo de ponta cabeça sozinha, essas mulheres juntas (e ela dirigiu o seu olhar à plataforma) deveriam ser capazes de virá-lo, e colocá-lo de volta no lugar novamente! E agora elas estão pedindo para fazer isso, é melhor os homens deixarem-nas&amp;quot;. Aplausos contínuos saudaram essas palavras. &amp;quot;Obrigada por me ouvirem, e agora a velha Soujourner não tem mais nada a dizer&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&amp;lt;/i&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em 1892 outra mulher negra, [[Anna Julia Cooper]], publicou &amp;quot;Uma Voz do Sul&amp;quot; (&amp;#039;&amp;#039;A Voice from the South&amp;#039;&amp;#039;, em inglês), um livro no qual descreveu a importância das vozes das mulheres negras nas mudanças sociais. Outra feminista negra exemplar, [[Ida B. Wells]], uma ativista e jornalista, liderou uma cruzada contra o linchamento durante os anos 1890. O trabalho dessas e de outras mulheres negras mostram como as políticas da comunidade negra estabeleceram as fundações para a justiça social contra o sexismo de homens negros, a marginalização vinda de feministas brancas, e a privação de direitos advinda do privilégio do homem branco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Interseccionalidade ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Um tema central no feminismo negro é o da &amp;#039;&amp;#039;interseccionalidade&amp;#039;&amp;#039;, que refere-se às maneiras através das quais gênero, raça e outras categorias sociais (como classe, orientação sexual etc.) interagem, ou &amp;quot;intersectam-se&amp;quot; para influenciar a vida e experiências de opressão de um indivíduo. O termo foi cunhado pela acadêmica jurídica [[Kimberlé Crenshaw]] em 1989, apesar de o conceito preceder a sua cunhagem do termo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos anos 1970, um grupo de mulheres negras formou o Coletivo Combahee River. Elas viam a interseccionalidade (como é chamada atualmente) como integral na distinção entre o seu movimento e o do feminismo branco, porque &amp;quot;a maior fonte de dificuldade no nosso trabalho político é que não estamos simplesmente tentando lutar contra a opressão em uma frente ou até mesmo duas, mas ao invés disso endereçamos uma grande gama de opressões&amp;quot;.&amp;lt;ref name=crcs/&amp;gt; Durante o século XX, mulheres negras permaneceram ativas nos movimentos de justiça social como o feminismo negro, e a interseccionalidade expandiu-se até o discurso acadêmico e profissional. Mulheres como a socióloga Patricia Hill Collins, a acadêmica Kimberlé Crenshaw e a escritora bell hooks são alguns exemplos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em anos recentes, o termo interseccionalidade tem sido frequentemente mal empregado por [[Ideologia transgênero|ativistas transgênero]], que insistem que o feminismo interseccional deve centrar pessoas do sexo masculino que se identificam como [[Mulher trans|mulheres trans]] e fazem frequentemente comparações entre mulheres negras e mulheres trans, o que algumas mulheres negras consideram errôneo e racista, já que mulheres negras, ao contrário de mulheres trans, são inequivocamente do [[sexo feminino]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Leituras recomendadas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://www.blackfeminisms.com/black-feminism/ A Brief History of Black Feminism] em Blackfeminisms.com (em inglês)&lt;br /&gt;
* [https://www.blackfeminisms.com/black-feminism-defined/ Black Feminism Defined] em Blackfeminisms.com (em inglês)&lt;br /&gt;
* [https://pt.wikipedia.org/wiki/Ain%27t_I_a_Woman%3F &amp;#039;&amp;#039;&amp;quot;Ain&amp;#039;t I a Woman&amp;quot;&amp;#039;&amp;#039;] na Wikipédia&lt;br /&gt;
* [https://pt.wikipedia.org/wiki/Interseccionalidade Interseccionalidade] na Wikipédia&lt;br /&gt;
* [https://sisteroutrider.wordpress.com/ Sister Outrider] - Blog de Claire Heuchan (em inglês)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=crcs&amp;gt;&lt;br /&gt;
[https://americanstudies.yale.edu/sites/default/files/files/Keyword%20Coalition_Readings.pdf The Combahee River collective Statement (PDF)]&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/references&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Links para outras linguagens: --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[en:Black feminism]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Deleted</name></author>
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