<?xml version="1.0"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom" xml:lang="pt">
	<id>https://feministwiki.org/pt/w/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Cisg%C3%AAnero</id>
	<title>Cisgênero - Histórico de revisões</title>
	<link rel="self" type="application/atom+xml" href="https://feministwiki.org/pt/w/index.php?action=history&amp;feed=atom&amp;title=Cisg%C3%AAnero"/>
	<link rel="alternate" type="text/html" href="https://feministwiki.org/pt/w/index.php?title=Cisg%C3%AAnero&amp;action=history"/>
	<updated>2026-05-31T09:58:35Z</updated>
	<subtitle>Histórico de edições para esta página nesta wiki</subtitle>
	<generator>MediaWiki 1.43.8</generator>
	<entry>
		<id>https://feministwiki.org/pt/w/index.php?title=Cisg%C3%AAnero&amp;diff=805&amp;oldid=prev</id>
		<title>Deleted: Tradução da página em inglês</title>
		<link rel="alternate" type="text/html" href="https://feministwiki.org/pt/w/index.php?title=Cisg%C3%AAnero&amp;diff=805&amp;oldid=prev"/>
		<updated>2020-02-17T18:58:50Z</updated>

		<summary type="html">&lt;p&gt;Tradução da página em inglês&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;New page&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;{{PageSeo | description = Feministas são contra a noção de &amp;quot;cisgênero&amp;quot;, por isso implicar em uma identidade feminina inerente em mulheres.&lt;br /&gt;
}}&lt;br /&gt;
Na [[ideologia transgênero]], o termo &amp;#039;&amp;#039;&amp;#039;cisgênero&amp;#039;&amp;#039;&amp;#039; (frequentemente encurtado para &amp;#039;&amp;#039;cis&amp;#039;&amp;#039;, como em &amp;#039;&amp;#039;homem cis&amp;#039;&amp;#039; ou &amp;#039;&amp;#039;mulher cis&amp;#039;&amp;#039;) refere-se a uma pessoa cuja suposta [[identidade de gênero]] alinha-se com o seu [[sexo]], em oposição às pessoas [[transgênero]], que alegam ter uma &amp;quot;identidade de gênero&amp;quot; que contradiz o seu sexo.&amp;lt;ref name=kristen_schilt/&amp;gt; Como feministas opõe-se à noção [[essencialismo de gênero|essencialista de gênero]] de uma identidade feminina inerente, nata e essencial, e definem [[gênero]] como uma ferramenta [[patriarcado|patriarcal]] de opressão baseada em sexo no lugar de uma identidade baseada na personalidade, elas consequentemente discordam do conceito de uma &amp;quot;pessoa cisgênero&amp;quot;, como definida na base de uma identidade de gênero.&amp;lt;ref name=rrc/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma definição simplista do termo &amp;#039;&amp;#039;cis&amp;#039;&amp;#039;, frequentemente usada para defendê-lo de seus críticos, é a de dizer respeito a &amp;quot;qualquer pessoa que não seja trans&amp;quot;. Essa defesa do termo fracassa em levar em conta a definição precisa de &amp;#039;&amp;#039;trans&amp;#039;&amp;#039; dentro da ideologia transgênero, que é baseada na noção questionável de [[identidade de gênero]].&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Etimologia e história ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os termos &amp;quot;cis&amp;quot; e &amp;quot;trans&amp;quot; originam-se do latim, de onde podem ser traduzidos como &amp;quot;do mesmo lado de &amp;quot; e &amp;quot;do outro lado de&amp;quot;. Seu uso como antônimos pode ser visto dentro de vários campos, como na [https://pt.wikipedia.org/wiki/Isomeria_geom%C3%A9trica isomeria geométrica] da química orgânica, no chamado [https://en.wikipedia.org/wiki/Complementation_(genetics) teste de complementação cis-trans] da genética ou em termos geográficos como [https://en.wikipedia.org/wiki/Transjordan_(region) Transjordânia] e [https://pt.wikipedia.org/wiki/Cisjord%C3%A2nia Cisjordânia] (às margens leste/oeste do rio Jordão). A palavra &amp;quot;cis&amp;quot; é presumivelmente menos conhecida que &amp;quot;trans&amp;quot;, posto que muitos - se não a maior parte - dos termos que utilizam a palavra &amp;quot;trans&amp;quot; não possuem um equivalente lógico que utilize &amp;quot;cis&amp;quot;, como por exemplo: &amp;#039;&amp;#039;transação&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;transformar&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;transatlântico&amp;#039;&amp;#039;, &amp;#039;&amp;#039;transpacífico&amp;#039;&amp;#039; etc.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em um ensaio de 1998, o sexólogo [https://en.wikipedia.org/wiki/Volkmar_Sigusch Volkmar Sigusch] cita o seu próprio artigo &amp;quot;Die Transsexuellen und unser nosomorpher Blick&amp;quot; (&amp;quot;Transexuais e a nossa visão nosomórfica&amp;quot;) como a origem do termo &amp;quot;cissexual&amp;quot;,&amp;lt;ref name=volkmar/&amp;gt; que pode ser visto como um precursor do termo &amp;quot;cisgênero&amp;quot;.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os termos &amp;quot;cisgênero&amp;quot; e &amp;quot;cissexual&amp;quot; foram usados no artigo de 2006 do &amp;#039;&amp;#039;Journal of Lesbian Studies&amp;#039;&amp;#039; (Revista de Estudos Lésbicos) entitulado &amp;#039;&amp;#039;Debating Trans Inclusion in the Feminist Movement: A Trans-Positive Analysis&amp;#039;&amp;#039; (Debatendo a Inclusão Trans no Movimento Feminista: Uma Análise Trans-Positiva)&amp;lt;ref name=green/&amp;gt; e no livro de 2007 de Julia Serano &amp;#039;&amp;#039;Whipping Girl: A Transsexual Woman on Sexism and the Scapegoating of Femininity&amp;#039;&amp;#039; (Whipping Girl: Uma Mulher Transexual no Sexismo e no Bode Expiatório da Feminilidade).&amp;lt;ref name=serano/&amp;gt; A esses trabalhos atribui-se a popularização do termo entre falantes da língua inglesa e acadêmicos.&amp;lt;ref name=popularity/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma análise do Google Trends mostra que o interesse no termo &amp;#039;&amp;#039;cisgênero&amp;#039;&amp;#039; era virtualmente não-existente nos anos anteriores a 2010. Depois de um aumento gradual em meados de 2014, um pico repentino de interesse pode ser visto em fevereiro de 2014, e eventuais picos acompanhados de um aumento no interesse geral durante os anos subsequentes.&amp;lt;ref name=gtrends/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Crítica feminista ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por mais que uma definição simplista de &amp;#039;&amp;#039;cisgênero&amp;#039;&amp;#039;, tal como &amp;quot;qualquer pessoa que não seja transgênero&amp;quot; pareça inofensiva, a definição precisa apoia-se no conceito de [[identidade de gênero]]. É dito que uma &amp;quot;mulher cis&amp;quot;, por exemplo, é um ser humano que é fisicamente [[fêmea]] e que possui uma &amp;quot;identidade de gênero feminina&amp;quot;. Enquanto proponentes da ideologia transgênero recusam-se a explicar o que significa ter uma identidade de gênero feminina, isso parece similar à noção opressiva de que mulheres possuem uma psiquê feminina ou uma identificação inerente com estereótipos femininos. Por mais que uma pessoa com anatomia feminina possa se desidentificar com o gênero feminino sob essa visão de mundo, ela cria uma falsa dicotomia entre mulheres que supostamente pertencem ao gênero feminino e mulheres que não pertencem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;&lt;br /&gt;
O feminismo não acredita que perguntar se alguém se identifica com as características sociais particulares e expectativas atribuídas a essa pessoa no nascimento é um jeito politicamente útil de analisar ou entender gênero. Eliminar atribuições de gênero, permitindo ao indivíduo escolher um entre dois moldes pré-existentes de gênero, enquanto continuam a celebrar a existência e o naturalismo do próprio &amp;quot;gênero&amp;quot;, não é um objetivo social progressivo que promoverá a libertação das mulheres. O feminismo alega que gênero é um fenômeno social muito mais complicado (e sinistro) do que o binário popular cis/trans possui qualquer esperança de capturar.  -- Elizabeth Hungerford, Uma crítica feminista de &amp;quot;cisgênero&amp;quot;&lt;br /&gt;
&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esse conceito deixa pouco espaço para uma mulher que está confortável com sua anatomia feminina, vê a si própria como nada além de uma &amp;quot;mulher&amp;quot; em concordância com a definição biológica direta, mas que rejeita a noção [[sexismo|sexista]] de uma natureza feminina inerente em sua personalidade. Ela poderia ser uma feminista radical fortemente não-conformante com gênero e ainda assim o mero ato de denominar-se uma &amp;quot;mulher&amp;quot; significaria que ela possui uma identidade de gênero feminina. Como tal, ela pertenceria na mesma categoria que uma mulher conservadora que adere estritamente às noções tradicionais de feminilidade. Além disso, mesmo se definíssemos aquela que já foi mulher como &amp;quot;transgênero&amp;quot; com base na sua não-conformidade de gênero, a mulher em conformidade com a feminilidade teria que ser vista da forma que é de acordo com a sua natureza inerente, já que é dito que ser transgênero/cisgênero não é uma escolha. Oposta a isso, a perspectiva feminista diria que a mulher que se conforma à feminilidade tradicional internalizou sua opressão sexista, limitando a sua liberdade, e poderia libertar-se mentalmente e adotar a não-conformidade de gênero se aderisse a uma consciência política feminista.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;blockquote&amp;gt;&amp;lt;em&amp;gt;&lt;br /&gt;
... apesar de possuir uma biologia feminina e autodenominar-me mulher, não me considero um estereótipo de gênero bidimensional. Não sou a manifestação ideal da essência da feminilidade, e portanto sou não-binária. Assim como todas as outras pessoas. Contudo, é pouco provável que aqueles que se descrevem como não-binários fiquem satisfeitos com essa conclusão, pois sua identidade como &amp;#039;pessoa não-binária&amp;#039; depende da existência de um grupo muito mais amplo de tão-chamadas pessoas &amp;#039;cisgênero&amp;#039;, pessoas que são incapazes de estar fora dos gêneros masculino/feminino arbitrários ditados pela sociedade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
E aqui temos a ironia sobre algumas pessoas insistirem que elas e um punhado de revolucionários de gênero são não-binários: ao fazer isso, elas criam um falso binário entre aqueles que se conformam às normas de gênero associadas ao seu sexo, e aqueles que não se conformam. Na realidade, todos são não-binários. Todos nós participamos ativamente em algumas normas de gênero, concordamos passivamente com outras, e ainda protestamos positivamente contra outras. Então denominar-se não-binário é de fato criar um novo falso binário. Isso também parece envolver com frequência, pelo menos implicitamente, posicionar-se no lado mais complexo e interessante desse binário, permitindo à pessoa não-binária alegar ser tanto incompreendida quanto oprimida politicamente pelas pessoas cisgênero binárias. -- Rebecca Reilly-Cooper, A ideia de que gênero é um espectro é a nova prisão de gênero&lt;br /&gt;
&amp;lt;/em&amp;gt;&amp;lt;/blockquote&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outro problema com o conceito de cisgênero surge ao considerar-se mulheres lésbicas, principalmente lésbicas masculinas, a quem a não-conformidade de gênero parece natural. Enquanto qualquer mulher pode escolher desconsiderar regras de feminilidade após passar por um processo de consciência política, algumas mulheres, especialmente lésbicas, podem sentir-se naturalmente repelidas por estereótipos femininos a partir da primeira infância. O conceito de identidade de gênero implicaria que elas são possivelmente transgênero e, como tais, não-mulheres, embora sintam-se perfeitamente satisfeitas com a palavra &amp;quot;mulher&amp;quot; quando removida de seus estereótipos femininos e limitada a uma definição científica não-sexista. Ainda assim, o conceito de &amp;quot;cisgênero&amp;quot; agrupa-as junto com mulheres que consideram fácil performar feminilidade, apagando, efetivamente, suas experiências únicas com relação a gênero.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Leituras recomendadas ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
* [https://liberationcollective.wordpress.com/2012/06/08/a-feminist-critique-of-cisgender/ A feminist critique of &amp;quot;cisgender&amp;quot;] por Elizabeth Hungerford (em inglês)&lt;br /&gt;
* [https://aeon.co/essays/the-idea-that-gender-is-a-spectrum-is-a-new-gender-prison The idea that gender is a spectrum is a new gender prison] por Rebecca Reilly-Cooper (em inglês)&lt;br /&gt;
* [https://rebeccarc.com/2014/08/04/am-i-cisgender/ Am I cisgender?] por Rebecca Reilly-Cooper (em inglês)&lt;br /&gt;
* [https://www.feministcurrent.com/2018/05/16/neither-cis-terf/ Neither cis nor TERF] por Robert Jensen (em inglês)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
== Referências ==&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;references&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=kristen_schilt&amp;gt;{{cite journal | last1 = Schilt | last2 = Westbrook | first1 = Kristen | first2 = Laurel | title = Doing Gender, Doing Heteronormativity: &amp;#039;Gender Normals,&amp;#039; Transgender People, and the Social Maintenance of Heterosexuality | journal = [https://en.wikipedia.org/wiki/Gender_%26_Society Gender &amp;amp; Society] | volume = 23 | issue = 4 | pages = 440–464 [461] | doi =10.1177/0891243209340034 | date = August 2009 }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=rrc&amp;gt;{{cite web|url=https://aeon.co/essays/the-idea-that-gender-is-a-spectrum-is-a-new-gender-prison |title=Gender is not a spectrum |last=Reilly-Cooper |first=Rebecca |date=28 June, 2016 |website=Aeon.co |publisher=Aeon }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=volkmar&amp;gt;{{cite journal | last = Sigusch | first = Volkmar | authorlink = Volkmar Sigusch | title = The Neosexual Revolution | journal = Archives of Sexual Behavior | volume = 27 | pages = 331–359 | date = February 1998 | issue = 4 | doi = 10.1023/A:1018715525493 | pmid = 9681118 }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=green&amp;gt;{{cite journal | last1 = Green | first1 = Eli R. | title = Debating Trans Inclusion in the Feminist Movement: A Trans-Positive Analysis | journal = Journal of Lesbian Studies | volume = 10 | issue = 1/2 | pages = 231–248 [247] | year = 2006 | doi=10.1300/j155v10n01_12 | pmid = 16873223 }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=serano&amp;gt;{{cite book |last=Serano |first=Julia |date=2007 |title=Whipping Girl: A Transsexual Woman on Sexism and the Scapegoating of Femininity |publisher=Seal Press |page=12 |isbn=978-1-58005-154-5 }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=popularity&amp;gt;&lt;br /&gt;
{{Cite journal| authorlink = Carla A. Pfeffer| last = Pfeffer| first = Carla| title = Trans (Formative) Relationships: What We Learn About Identities, Bodies, Work and Families from Women Partners of Trans Men| journal = Ph.D Dissertation, Department of Sociology, University of Michigan| year = 2009}}&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Cite journal| authorlink = Rhaisa K. Williams| last = Williams| first = Rhaisa| title = Contradictory Realities, Infinite Possibilities: Language Mobilization and Self-Articulation Amongst Black Trans Women | journal = Penn McNair Research Journal | volume = 2| issue = 1| date = November 2010}}&amp;lt;br/&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
{{Cite journal| last = Drescher| first = Jack| authorlink = Jack Drescher| title = Queer Diagnoses: Parallels and Contrasts in the History of Homosexuality, Gender Variance, and the &amp;#039;&amp;#039;Diagnostic and Statistical Manual&amp;#039;&amp;#039;| journal = Archives of Sexual Behavior| doi = 10.1007/s10508-009-9531-5 | date = September 2009| volume = 39| issue = 2| pages = 427–460| pmid = 19838785}}&lt;br /&gt;
&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;ref name=gtrends&amp;gt;{{cite web |url=https://trends.google.com/trends/explore?date=all&amp;amp;q=cisgender |title=cisgender - Explore - Google Trends |website=trends.google.com }}&amp;lt;/ref&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;/references&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;lt;!-- Language links: --&amp;gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
[[en:Cisgender]]&lt;/div&gt;</summary>
		<author><name>Deleted</name></author>
	</entry>
</feed>